Sucessor do Blu-ray, Archival Disc poderá guardar até 1 TB
Novo formato desenvolvido pela Sony e pela Panasonic deve ser herdeiro do mercado de discos de armazenamento
A Sony e a Panasonic anunciaram hoje um novo formato de disco para armazenamento de dados: o Archival Disc. Apesar do nome chato de ser pronunciado, ele deve ser o padrão no futuro e substituir o Blu-ray.
De acordo com um release das empresas, o Archival Disc será capaz de armazenar até um 1 TB de informação. Um Archival Disc seria capaz, portanto, de armazenar os dados de 20 discos Blu-ray ou de quase 1 500 CDs.
O primeiro lançamento, no entanto, não será explorando a capacidade de 1TB. Em 2015, as empresas colocarão no mercado uma primeira versão do Archival Disc com capacidade de 300 GB.
Posteriormente elas lançarão um disco com 500 GB de capacidade e depois com 1 TB. O cronograma não foi divulgado com as datas dessas versões.
De acordo com o comunicado, discos ópticos são uma boa alternativa para armazenamento em longo prazo. Leitores novos costumam ser capazes de ler discos de versões antigas (assim como um leitor de BluRay ainda lê um CD antigo). Isso transformaria os discos em boas opções de armazenamento para informações profissionais. Além disso, os Archival Discs seriam resistentes a poeira, água e mudanças de temperatura e umidade.
Para a leitura dos Archival Discs, será preciso uma nova tecnologia. Assim como aconteceu nos outros pulos de gerações, dispositivos ópticos precisarão ser comprados para leitura e gravação dos novos discos.
O disco deve ser importante para armazenar vídeos em qualidade 4K (equivalente a quatro vezes o Full HD), por serem muito mais pesados.
Matéria por Victor Caputo, de <http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/sucessor-do-blu-ray-archival-disc-podera-guardar-ate-1-tb> acesso dia 11/MAR/2014 às 14h35.
Fonte: Seegma
terça-feira, 11 de março de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Lançamento da Câmera Filmadora PXW-Z100 4K
A Sony anunciou a PXW-Z100, uma filmadora compacta profissional 4K da linha XDCAM equipada com um sensor Exmor R CMOS 1/2.3". Ela foi desenvolvida para criar conteúdos em 4K (4096x2160) em 50fps ou 60fps e marca o mais novo passo da Sony na expansão de produtos 4K, do cinema às produções independentes.
A PXW-Z100, juntamente com a lente fixa G de alto desempenho compatível com 4K, pesa menos de 3quilos. Ela utiliza o formato de gravação XAVC, usado primeiramente na câmera CineAlta PMW-F55. Tal como na F55, ela trabalha em 4K (4096 x 2160, 50fps ou 60fps, 4:2:2, Intra-frame, gravação 10 bit no formato de arquivo MXF) e é possível uma alta taxa de bits, de 500Mbps ou 600Mbps. As resoluções QFHD (3840x2160) e HD (1920x1080) também podem ser selecionadas e são compatíveis com a maioria das TVs 4K.
Como a PXW-Z100 é baseada nos mesmos princípios de filmagem de um modelo compacta profissional convencional, é possível gravar conteúdo 4K com uma equipe bem pequena. Além disso, durante a edição, conversão do 4K para o HD fornece uma nova possibilidade para produções de conteúdo em HD. "Esta incrível nova filmadora é capaz de capturar conteúdo esplêndido em 4K, tornando a aquisição de conteúdo 4K acessível a uma gama enorme de usuários profissionais nunca alcançada antes" disse Paula Cruz, Gerente de Produto para Broadcast na Sony Brasil "Operadores de câmera podem hoje oferecer conteúdo 4K para distribuição através de um crescente número de plataformas, incluindo aplicações em vídeo wall e aplicações para grandes projeções podendo tirar vantagem de uma maior flexibilidade na pós-produção captando em 4K e oferecendo imagens em altíssima resolução em HD". A PXW-Z100 estará disponível em Novembro de 2013 através dos Canais Autorizados Sony.
Em paralelo, a Sony também anunciou a nova handycam FDR-AX1 na IFA 2013 para os consumidores de vídeo 4K. A FDR-AX1 grava QFHD (3840 x 2160) no formato baseado em XAVC S para o consumidor final. A FDR-AX1 utiliza o formato de arquivo 4:2:0, Long GOP e MP4.
Características Principais da PXW-Z100
1. Filmagem 4K (4096x2160) 50fps ou 60fps
A filmadora fornece alta sensibilidade devido ao sensor Exmor R CMOS iluminado por trás, mesmo em filmagens 4K. Com 8,8 milhões de pixels efetivos, o sensor de 1/2,3" captura imagens 4K em 50fps ou 60fps. A lente G acoplada oferece flexibilidade de captura, incluindo um amplo ângulo de 30mm no modo 4096x2160 ou 31,5mm nos modos 3840x2160 e 1920x1080 e, zoom óptico de 20x (equivalente a 35mm).
2. Formato de gravação XAVC 4K 50fps/60fps, 4:2:2 10 bits a 500/600Mbps, HD a até 223Mbps
A PXW-Z100 utiliza o formato de gravação XAVC da Sony, primeiramente empregado na câmera CineAlta 4K PMW-F55. A compressão MPEG-4 AVC/H.264 é usada para conteúdo HD (1920x1080), QFHD (3840x2016) e 4K (4096×2160). A amostragem de imagem é de 4:2:2 10 bits, com um sistema intra-frame que comprime cada quadro individualmente a uma taxa máxima de bits de 500Mbps ou 600Mbps durante a gravação 4K 50fps ou 60fps respectivamente, e 223Mbps durante a gravação HD 50fps ou 60fps.
Uma atualização gratuita de firmware está planejada para a metade de 2014 para auxílio do modo LongGOP para tempo de gravação 4K estendido e para suporte à gravação AVCHD, um formato que até agora tem sido compatível com o ambiente de reprodução de discos Blu-ray.
3. Gravação em Cartão de Memória XQD
O Cartão de Memória XQD é um novo padrão de memória em estado sólido. O XQD utiliza a interface PCI Express de grande velocidade e o processador de câmera exclusivo Sony para possibilitar a gravação de vídeo estável a 500Mbps ou 600Mbps. A PXW-Z100 possui duas entradas para Cartão de Memória XQD. Vários cartões podem ser usados de diversas formas, como gravação relay. Quando o primeiro cartão fica cheio, a gravação continua no segundo cartão sem cortes.
Os Cartões XQD possuem uma velocidade de gravação de até 800Mbps. É recomendado o uso dos novos cartões da Série S (180MB/s velocidade de transferência suportada QD-S32E, QD-S64E).
4. Interface HDMI para saída 4K e interface 3G HD-SDI para saída HD
A interface HDMI na PXW-Z100 pode enviar 4K como um sinal 50fps/60fps. Quando a PXW-Z100 é conectada a uma TV BRAVIA Sony compatível com 4K, a imagem gravada 4K pode ser mostrada na qualidade 4K 50fps/60fps. Uma futura atualização de firmware está planejada para fornecer compatibilidade com o mais recente padrão HDMI (chamado HDMI 2.0) e possibilita saída 4K 50fps/60fps para vários dispositivos. Outras funções incluem uma interface 3G HD-SDI que suporta saída para SDI de até HD 60fps. Ela também suporta saída HD durante a gravação 4K.
*Não possui capacidade de saída simultânea 4K(HDMI) e HD(3G HD-SDI).
5. Função Paint para maior liberdade de criação
A função Paint da PXW-Z100 possibilita que vários parâmetros de imagem sejam ajustados, incluindo a curva de gama, nível de preto, detalhe de pele e cor. Juntamente com outras opções de ajuste, estes parâmetros podem ser gravados como um perfil de câmera em um cartão de memória. O perfil de câmera gravado pode ser usado para ajustar os mesmos parâmetros em outra PXW-Z100 para combinar a qualidade e tons de imagem ao se utilizar várias câmeras.
6. Controle remoto com WiFi
Os ajustes de foco, zoom, abertura e 'inicio/pausa para gravações' podem ser controlados remotamente através de um smartphone ou tablet.
A PXW-Z100, juntamente com a lente fixa G de alto desempenho compatível com 4K, pesa menos de 3quilos. Ela utiliza o formato de gravação XAVC, usado primeiramente na câmera CineAlta PMW-F55. Tal como na F55, ela trabalha em 4K (4096 x 2160, 50fps ou 60fps, 4:2:2, Intra-frame, gravação 10 bit no formato de arquivo MXF) e é possível uma alta taxa de bits, de 500Mbps ou 600Mbps. As resoluções QFHD (3840x2160) e HD (1920x1080) também podem ser selecionadas e são compatíveis com a maioria das TVs 4K.
Como a PXW-Z100 é baseada nos mesmos princípios de filmagem de um modelo compacta profissional convencional, é possível gravar conteúdo 4K com uma equipe bem pequena. Além disso, durante a edição, conversão do 4K para o HD fornece uma nova possibilidade para produções de conteúdo em HD. "Esta incrível nova filmadora é capaz de capturar conteúdo esplêndido em 4K, tornando a aquisição de conteúdo 4K acessível a uma gama enorme de usuários profissionais nunca alcançada antes" disse Paula Cruz, Gerente de Produto para Broadcast na Sony Brasil "Operadores de câmera podem hoje oferecer conteúdo 4K para distribuição através de um crescente número de plataformas, incluindo aplicações em vídeo wall e aplicações para grandes projeções podendo tirar vantagem de uma maior flexibilidade na pós-produção captando em 4K e oferecendo imagens em altíssima resolução em HD". A PXW-Z100 estará disponível em Novembro de 2013 através dos Canais Autorizados Sony.
Em paralelo, a Sony também anunciou a nova handycam FDR-AX1 na IFA 2013 para os consumidores de vídeo 4K. A FDR-AX1 grava QFHD (3840 x 2160) no formato baseado em XAVC S para o consumidor final. A FDR-AX1 utiliza o formato de arquivo 4:2:0, Long GOP e MP4.
Características Principais da PXW-Z100
1. Filmagem 4K (4096x2160) 50fps ou 60fps
A filmadora fornece alta sensibilidade devido ao sensor Exmor R CMOS iluminado por trás, mesmo em filmagens 4K. Com 8,8 milhões de pixels efetivos, o sensor de 1/2,3" captura imagens 4K em 50fps ou 60fps. A lente G acoplada oferece flexibilidade de captura, incluindo um amplo ângulo de 30mm no modo 4096x2160 ou 31,5mm nos modos 3840x2160 e 1920x1080 e, zoom óptico de 20x (equivalente a 35mm).
2. Formato de gravação XAVC 4K 50fps/60fps, 4:2:2 10 bits a 500/600Mbps, HD a até 223Mbps
A PXW-Z100 utiliza o formato de gravação XAVC da Sony, primeiramente empregado na câmera CineAlta 4K PMW-F55. A compressão MPEG-4 AVC/H.264 é usada para conteúdo HD (1920x1080), QFHD (3840x2016) e 4K (4096×2160). A amostragem de imagem é de 4:2:2 10 bits, com um sistema intra-frame que comprime cada quadro individualmente a uma taxa máxima de bits de 500Mbps ou 600Mbps durante a gravação 4K 50fps ou 60fps respectivamente, e 223Mbps durante a gravação HD 50fps ou 60fps.
Uma atualização gratuita de firmware está planejada para a metade de 2014 para auxílio do modo LongGOP para tempo de gravação 4K estendido e para suporte à gravação AVCHD, um formato que até agora tem sido compatível com o ambiente de reprodução de discos Blu-ray.
3. Gravação em Cartão de Memória XQD
O Cartão de Memória XQD é um novo padrão de memória em estado sólido. O XQD utiliza a interface PCI Express de grande velocidade e o processador de câmera exclusivo Sony para possibilitar a gravação de vídeo estável a 500Mbps ou 600Mbps. A PXW-Z100 possui duas entradas para Cartão de Memória XQD. Vários cartões podem ser usados de diversas formas, como gravação relay. Quando o primeiro cartão fica cheio, a gravação continua no segundo cartão sem cortes.
Os Cartões XQD possuem uma velocidade de gravação de até 800Mbps. É recomendado o uso dos novos cartões da Série S (180MB/s velocidade de transferência suportada QD-S32E, QD-S64E).
4. Interface HDMI para saída 4K e interface 3G HD-SDI para saída HD
A interface HDMI na PXW-Z100 pode enviar 4K como um sinal 50fps/60fps. Quando a PXW-Z100 é conectada a uma TV BRAVIA Sony compatível com 4K, a imagem gravada 4K pode ser mostrada na qualidade 4K 50fps/60fps. Uma futura atualização de firmware está planejada para fornecer compatibilidade com o mais recente padrão HDMI (chamado HDMI 2.0) e possibilita saída 4K 50fps/60fps para vários dispositivos. Outras funções incluem uma interface 3G HD-SDI que suporta saída para SDI de até HD 60fps. Ela também suporta saída HD durante a gravação 4K.
*Não possui capacidade de saída simultânea 4K(HDMI) e HD(3G HD-SDI).
5. Função Paint para maior liberdade de criação
A função Paint da PXW-Z100 possibilita que vários parâmetros de imagem sejam ajustados, incluindo a curva de gama, nível de preto, detalhe de pele e cor. Juntamente com outras opções de ajuste, estes parâmetros podem ser gravados como um perfil de câmera em um cartão de memória. O perfil de câmera gravado pode ser usado para ajustar os mesmos parâmetros em outra PXW-Z100 para combinar a qualidade e tons de imagem ao se utilizar várias câmeras.
6. Controle remoto com WiFi
Os ajustes de foco, zoom, abertura e 'inicio/pausa para gravações' podem ser controlados remotamente através de um smartphone ou tablet.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Dicas de Edição de Vídeo
Sempre
que possível a dica é escrever primeiramente o texto a ser narrado, depois
gravá-lo e a seguir levá-lo para o programa de edição. Desta forma, é bem mais
fácil ajustar as imagens de que se dispõe do que fazer a narração em tempo real
(assistindo as imagens). Embora em alguns casos a narração em tempo real seja o
que realmente se deseja fazer, em muitos outros pode ser mais fácil a edição
com o conteúdo previamente gravado.
Imagens superexpostas ou
subexpostas, por serem excessivamente claras / escuras carecem de detalhes, que
são normalmente formados pelos meios tons. Se no momento da captura foi
utilizado o ajuste automático de exposição, geralmente isso não ocorre para a
imagem como um todo e sim para trechos dela. Por outro lado, com ajustes
manuais, pode ocorrer da imagem toda ter ficado completamente clara ou
completamente escura. Quando isso ocorre, é possível ajustar o brilho /
contraste das mesmas, através de controles existentes na maioria dos programas
de edição. Esta operação normalmente revela detalhes presentes nas imagens
praticamente "escondidos" devido à superexposição ou à subexposição.
No entanto, quanto mais clara ou mais escura for a imagem ou o trecho dela,
mais difícil será a recuperação dos detalhes ali existentes através da
manipulação do brilho / contraste. Isso porque esses ajustes tentam ampliar a
diferença existente entre os pixels claros / escuros na imagem, na tentativa de
assim recuperar a definição de detalhes perdida. No entanto, se a imagem for
muito clara ou então muito escura, praticamente não existe diferenciação que
possa ser ampliada. Assim, não será possível recuperá-la durante o processo de
edição. A dica é evitar esses extremos de exposição já durante a captura na
câmera, sabendo-se que será praticamente impossível sua recuperação na
pós-produção.
Durante a fase de edição, alguns efeitos
interessantes podem ser conseguidos manipulando-se as cores - ou ausência de -
da imagem. Uma dica é transformar a imagem colorida em monocromática, retirando
toda sua cor (fazendo o componente "saturação" ser zero). A partir
deste ponto, diferentes filtros coloridos podem ser aplicados, resultando nos
mais variados efeitos.
Ao efetuar ajustes finos na
tonalidade das cores de determinada cena através de um software de
edição-não-linear, deve ser levado em conta o fato de que a qualidade da
reprodução das cores de um monitor de computador (onde o vídeo é visualizado
através do software de edição) é bem diferente da de um televisor comum.
Enquanto que este é capaz de reproduzir cerca de 2 milhões de tonalidades
diferentes de cores, um monitor de computador trabalha geralmente com 16
milhões de tonalidades, oito vezes mais. Assim, após cada ajuste mais detalhado
ou sutil na tonalidade das cores de uma determinada imagem feita na ilha de
edição-não-linear, é conveniente sempre checar a aparência da mesma imagem em
um televisor comum.
embora a maioria dos programas de
edição já especifiquem, ao ser aberto um novo projeto, valores otimizados para
o trabalho com o áudio, vale a pena lembrar: o ideal é utilizar os ajustes
16 bits para a taxa bit depth (profundidade das amostras de áudio, ou seja,
quantas amostras diferentes podem ser empregadas no seu registro; o número 16
em binário corresponde a 65.535 amostras) e 48 Khz para a taxa sample (sample
rate), o que equivale e 48.000 amostras efetuadas por segundo.
um determinado trecho de vídeo
pode, na fase de edição-não-linear, ter sua velocidade aumentada ou diminuída.
Isso é feito facilmente nesses programas através de uma função específica para
essa finalidade, como por exemplo a "speed" do Adobe Premiere. No
entanto, antes de aplicar o efeito, quer aumentando ou diminuindo a velocidade,
a dica é fazer com que o trecho a ser alterado passe por um processo de
de interlace. Esse processo combina os campos par / ímpar alternados que compõem
os quadros da sequência de vídeo em um único campo contendo todas as linhas
(como ocorre no modo progressive scan). A função, denominada
"de interlace" (ou "flicker removal" no Adobe Premiere por
exemplo) tem a finalidade de evitar pulos, trepidações e instabilidades na
imagem após alterar-se sua velocidade.
Ao gravar uma cena, iniciar a gravação alguns
segundos antes do início da ação propriamente dita e interromper a mesma alguns
segundos após o término da mesma facilita o trabalho de corte no momento da
edição.
domingo, 19 de janeiro de 2014
O que é uma câmera DSLR?
Grandes, com lentes imponentes e com aquela cara de "sou profissional" as câmeras DSLR(também chamadas de câmeras profissionais) estão ganhando cada vez mais espaço no mercado. Mas o que significam essas quatro letras? Por que essa sigla tem tanto poder no mundo da fotografia?
Originalmente, muito antes das câmeras digitais, as máquinas fotográficas eram divididas em categorias não muito diferentes das que encontramos hoje. As Point and Shoot(apontar e disparar) do período analógico são equivalentes às populares câmeras compactas de hoje.
Algumas câmeras eram um pouco mais avançadas, e ofereciam opções de controle e manipulação, além das lentes intercambiáveis (opção de trocar as lentes), que não eram encontradas nos equipamentos mais simples.
Porém, no topo da escala estava a poderosa câmera DSLR com espelho, a Reflex. O nome Reflex vem do fato de a imagem do visor ser a mesma capturada pelas lentes. Isto confere ao equipamento uma maior precisão, pois o que está sendo enquadrado será o que realmente sairá no foto.
Dentre os vários formatos de câmeras reflex, o mais barato – e consequentemente mais popular, mesmo entre profissionais – eram as de lente objetiva única. A sigla SLR explicava exatamente o que era a câmera, uma Single Lens Reflex, ou Reflex com uma lente.
O "D" da sigla mostra ao fotógrafo que, além do espelho, essas são câmeras digitais, e abandonaram o filme. Assim, a câmera DSLR é – exatamente – a sigla para Digital Single Lens Reflex.
Saiba mais sobre as câmeras DSLR
A câmera profissional é, geralmente, mais cara e possui muito mais funções manuais, como a própria troca de lentes. A troca de lentes é, sem dúvidas, um dos maiores diferenciais da câmera DSLR. Ao comparar esse tipo de máquina com uma câmera semiprofissional, por exemplo, a possibilidade de trocar lentes é um recurso raro em uma semiprofissional.
Quando o fotógrafo consegue aproveitar ao máximo os recursos que essa máquina oferece, alcança uma qualidade superior em relação a outras câmeras. Você ainda pode filmar em alta qualidade com uma câmera profissional. Entre os modelos de câmera Full HD, boa parte são câmeras DSLR.
Contudo, se você não tem muita intimidade com fotografia e deseja uma câmera para registrar festas e viagens com a família, pode estar gastando muito dinheiro sem necessidade. As configurações manuais da câmera DSLR são bem mais complexas do que os modos automáticos das câmeras comuns.
A vantagem da configuração manual de umacâmera DSLR é a possibilidade de ajustar, por exemplo, foco, distância e ISO (que determina a sensibilidade). Com isso, você pode configurar os diversos recursos de acordo com cada situação, possibilitando boas fotografias.
Dependendo do tamanho, e bom lembrar que a maioria são modelos mais robustos, é verdade que uma câmera DSLR perde em mobilidade, além de carregar acessórios extras, como lentes e flash externo.
A câmera DSLR é indicada para quem já entende mais do mundo da fotografia e quer uma máquina cheia de tecnologia e com muitos recursos que vão garantir fotos de qualidade. Se esse é o seu perfil, certamente terá em mãos uma câmera pronta para oferecer a você os melhores registros.
Fonte: http://static.zoom.com.br
sábado, 18 de janeiro de 2014
O que é "Edição de Vídeo"
Edição de vídeo é o processo de corte e montagem de imagens em movimento captadas por meio eletrônico vídeo e registradas de forma analógica ou digital, podendo ocorrer de forma linear ou não linear.
A edição é o ordenamento das imagens gravadas na sequência em que o vídeo será apresentado, pois em função de se otimizar o fluxo de trabalho durante as gravações estas nem sempre são feitas na ordem correta, além disto uma mesma cena é gravada diversas vezes eventualmente em ângulos diferentes, o que torna obrigatória uma ordenação, ou montagem posterior.
Conceitualmente a edição de vídeo consiste em decidir que tomadas usar e uní-las na sequência desejada seja ela cronológica ou não. O tempo e a ordem delas funciona como uma outra forma de narrativa visual, o ritmo do vídeo é dado principalmente pela edição. É também durante a edição que são inseridos efeitos especiais, trilhas sonoras, letreiros e eventualmente legendas.
A edição linear é feita com sistemas baseados em reprodutores e gravadores (sejam analógicos ou digitais) ligados entre si por um controlador de edição. Neste caso o acesso às imagens é sempre sequencial, ou seja, o editor precisa percorrer o que foi gravado, na sequência de captação, até acessar a cena ou tomada que lhe interessa para aí registrá-la no gravador. Este tipo de edição era feito com imagens captadas em fitas de vídeo: o editor avançava ou voltava as fitas nos reprodutores até achar o trecho desejado e aí o copiava em uma fita virgem; a próxima cena era gravada na sequência e assim por diante. Caso houvesse um erro, era possível gravar por cima; porém, se o tempo da nova cena fosse maior do que o da cena substituída (anteriormente existente), a edição deveria ser refeita, porque não se podia "empurrar" algo já gravado na fita. Os controles de edição podiam ser programáveis e controlar diversas máquinas.
Uma ilha de edição linear era composta de um ou mais videocassete player - onde era colocada a fita de vídeo com a gravação original; um gravador, onde era colocada a fita a ser editada e um edit controller , que controlava as duas (ou três) máquinas. A fita contendo a edição final era chamada master.1
Já a edição não linear é feita com sistemas baseados em computadores onde as imagens são "capturadas", digitalizadas e divididas. Assim todo o processo é feito no ambiente digital o que permite o acesso instantâneo das imagens fora de qualquer sequência pré estabelecida, além disto a ordem das cenas editadas pode ser alterada pois as cenas escolhidas podem se "empurradas", sobrepostas ou deletadas facilmente. A alimentação de um sistema não-linear pode também ser feito com imagens captadas em fitas, mas hoje em dia grande parte da captação das imagens em vídeo é feita com equipamentos digitais que armazenam as imagens em cartões de memória, HDs ou discos ópticos. A edição não-linear dá ao editor um maior controle do trabalho de montagem das imagens.
Uma ilha de edição não-linear básica é constituída de um computador, software de edição de imagens, software de edição de som, dois monitores de computador, um monitor-televisor, um videoteipe, além dos periféricos usuais (teclado, mouse, caixas de som).2 3
A conexão firewire transmite os dados do micro para o videoteipe e vice-versa, através da placa de captura (por exemplo, a Matrox). O material a ser editado é pré-visualizado pelo monitor de preview.
Podemos também pensar na edição de vídeo como algo além do simples corte de imagens e mais como um "recorte", que se faz de alguma realidade ou da história que se quer contar.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Como contratar um fotógrafo para o casamento
Contratar um fotógrafo para o vosso casamento não é tarefa fácil, tudo depende do vosso orçamento, gostos pessoais, e o tipo de empatia que sentem com o trabalho do fotógrafo.
O fotógrafo estará convosco durante todo o dia do vosso casamento, por isso seleccionar um fotógrafo com o qual se identifiquem e se sintam à-vontade é fundamental.
Não se esqueçam que depois de um momento ser esquecido, resta-nos a fotografia, para nos ajudar a lembrar toques, sentimentos, momentos especiais e todos os detalhes do vosso casamento.
Escolher o estilo
Antes de qualquer tipo de decisão relativa à fotografia do vosso casamento, determinem qual é o vosso género de fotografia. Genericamente existem três tipos de fotografia, sendo cada fotógrafo mais, ou menos especializado num dos tipos:
os fotógrafos tradicionais de casamento, os fotógrafos especialistas em fotojornalismo e os que misturam ambos os estilos. Se gostam de fotografias com movimento, mais espontâneas, então o vosso fotógrafo inclina-se para um fotojornalista; se preferem o retrato tradicional, com mais pose e menos espontâneo, então o vosso fotógrafo será um fotógrafo tradicional de casamento. Se preferem uma mistura dos dois, pois então devem tentar encontrar um fotógrafo que faça a mistura.
os fotógrafos tradicionais de casamento, os fotógrafos especialistas em fotojornalismo e os que misturam ambos os estilos. Se gostam de fotografias com movimento, mais espontâneas, então o vosso fotógrafo inclina-se para um fotojornalista; se preferem o retrato tradicional, com mais pose e menos espontâneo, então o vosso fotógrafo será um fotógrafo tradicional de casamento. Se preferem uma mistura dos dois, pois então devem tentar encontrar um fotógrafo que faça a mistura.
Façam o trabalho de casa
Peçam referências a amigos ou a outros noivos, vejam os portfolios colocados nos sites e dêem uma vista de olhos a revistas do sector para determinarem o estilo que melhor vos assenta. Considerem também pedir sugestões a fornecedores da área do casamento, tais como o catering, o local da recepção, entre outros. Depois de se sentirem confiantes com o que desejam, marquem reuniões com pelo menos 5 ou 6 fotógrafos diferentes, cujo trabalho vos seja apelativo.
Candidatos todos ao mesmo nível
Revejam o portfólio de cada fotógrafo com olhos de águia, e não tenham medo de pedir imagens adicionais. Requisitem um álbum completo de pelo menos um casamento – desta maneira conseguirão fazer um juízo melhor do trabalho geral do fotógrafo e não só de imagens seleccionadas por ele. Durante a entrevista não se esqueçam que um casamento é longo, um dia emocionalmente intenso, e a amaneira como cada fotógrafo trabalha varia tanto como o tipo de estética usada nas suas fotografias. Seleccionem alguém cujo temperamento seja compatível com o vosso – ele vai passar todo o dia convosco!
Subcontratação do fotógrafo
Confirmem se vai ser o próprio fotógrafo a fazer as fotografias, ou se irá subcontratar um outro para o mesmo efeito; a sensibilidade de cada pessoa varia de acordo com a sua personalidade, e embora lhe possam garantir que as fotografias serão do mesmo género, a verdade é que o trabalho de um artista nunca é igual ao outro, por muito que usem as mesmas técnicas e contextos. Saibam também se no caso de o fotógrafo principal não poder comparecer por qualquer razão, quem o irá substituir, e peçam para conhecer essa pessoa e o seu trabalho.
Atenção ao contrato
Logo que encontrem alguém dentro do vosso orçamento, cujo trabalho vos tenha encantado, e sintam uma empatia de espírito, não tenham medo e dêem o passo final. Os bons fotógrafos tendem a ter a agenda cheia cedo. Antes de assinarem no fundo da folha, leiam tudo com muita atenção – levem o contrato para casa, e de preferência dêem-no a um advogado para dar uma vista de olhos. Ainda que isto não seja obrigatório, é aconselhável que o contrato tenha mencionado pontos fundamentais como: data do casamento, a quantidade de horas que o fotógrafo e seus ajudantes irão trabalhar, os custos das horas extraordinárias, o preço, a politica de cancelamento do contrato, tipo de fotografias, tipo de álbum, e quantidade de fotografias. O contrato deverá também mencionar os direitos de utilização das imagens – caso o fotógrafo seja dono dos direitos das imagens, saibam quanto tempo irá manter essas imagens.
Ao que tem direito
Quanto ao valor a pagar ao fotógrafo, este deve de ser explicado em detalhe pois os serviços variam muito. Alguns fotógrafos cobram um valor base, que inclui tudo, desde o tempo, produtos, até ao álbum final. Outros fotógrafos de casamento cobram à hora, e as impressões das fotografias são cobradas à parte. Tenham sempre muita atenção a este tipo de pormenores – o que parece barato pode tornar-se muito mais dispendioso no final. Se pretendem marcar o fotógrafo com muita antecedência, tenham a certeza que ele irá fazer o preço acordado nessa altura, e não o actualizar de acordo com o passar do tempo.
Pacotes
Muitos fotógrafos aconselham a escolher um pacote que inclui um certo número limitado de fotografias. Muitas vezes esta solução não é a melhor - se for usada película para fazer as imagens – um fotógrafo que esteja preocupado com a quantidade de fotografias que irá tirar, não estará a prestar a atenção necessária ao que se está a passar à volta dele.
Indumentária
Não se esqueçam de perguntar como é que o fotógrafo irá vestido para o vosso casamento – o vosso fotógrafo deve ser um convidado invisível, para conseguir as fotografias mais espontâneas e naturais.
domingo, 10 de novembro de 2013
Profundidade de campo
Em óptica, profundidade de campo é um efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Regra geral, quanto menor for a abertura do diafragma/íris (maior o valor f/x), para uma mesma distância do objecto fotografado, maior será a distância do plano de foco a que os objetos podem estar enquanto permanecem nítidos.
Deve-se salientar que só pode existir um ponto focalizado, e a profundidade de campo gera uma impressão de focalização nos elementos contidos em diversos planos.
Obtenção da profundidade de campo
Efeito da abertura no foco e profundidade de campo. Os pontos em foco (2) projetam pontos no plano da imagem (5), mas pontos a diferentes distancias (1 e 3) projetam imagens desfocadas. Diminuindo a abertura (4) a intensidade do desfoque é reduzida em planos fora do ponto de focagem, tornando tal desfoque imperceptível. Com a abertura menor todos os pontos estarão dentro da profundidade de campo.
A profundidade de campo depende da abertura do diafragma (ou íris, para as câmeras de vídeo) e da proximidade que se está do objeto a ser fotografado ou filmado. O diafragma é um mecanismo da objetiva, composto por várias lâminas justapostas, e que regula a intensidade de luz que entra na câmera. Conforme é feita esta regulagem na intensidade de luz, ela afeta a nitidez entre os planos, ou seja, a profundidade de campo. A abertura do diafragma pode variar entre fechado e aberto, dependendo somente da objetiva utilizada para determinar os valores. Outro fator que afeta a profundidade de campo é a distancia focal da objetiva a ser utilizada. Quanto maior a distancia focal, maior será a área desfocada, e vice versa. Por esse motivo é impossível conseguir grandes áreas desfocadas com objetivas grande angulares.
O valor do diafragma se dá através de números, conhecidos como números f ou "f-stop", e seguem um padrão numérico universal, iniciando se em 1, 1.4, 2, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45 etc. Cada numeração é 1,4x mais elevada que sua antecessora, sendo que os valores menores são os que representam maiores aberturas, que permitem maior incidência de luz. Entretanto, são os que darão uma menor profundidade de campo. O inverso é verdadeiro, portanto, os valores maiores representam os que permitem menor incidência de luz, e darão maior profundidade de campo.
Nas objetivas intercambiáveis de câmeras SLR, ou simplesmente reflex, há um anel regulável onde girando-o à esquerda ou à direita, seleciona se o número f (ou abertura) que lhe proporcionará a profundidade de campo desejada. Os números f são sempre apresentados em uma escala padrão. Quanto maior esse número, maior a profundidade de campo e por consequência, os elementos em diferentes planos ficarão nítidos.
Porém, independentemente da abertura escolhida, a proximidade que se está do objeto a ser fotografado é determinante para se ter uma grande ou baixa profundidade de campo na fotografia. Quanto mais próximo se está do assunto a se fotografar, menor será a profundidade de campo que se obterá.
Aplicações e consequências
Tendo conhecimento deste recurso, o fotógrafo poderá trabalhar com diversos planos, em diversas situações de luz.
A consequência da escolha do número f é o tempo em que a câmera necessitará para registrar a fotografia, dentro dos parâmetros que se deseja.
Numa situação de muita luz, seja no ambiente externo ou num estúdio bem iluminado, ao utilizar, por exemplo, um número f maior (ex: f/22), será necessário utilizar um tempo de exposição mais longo (controlado pelo obturador), o que pode propiciar que a fotografia saia tremida (se não for utilizado um tripé) ou com registro de movimento do assunto. Porém esta é a melhor situação de luz para se fazer estes ajustes da melhor maneira possível, tendo ainda por cima uma alta gama de tempos do obturador.
Já numa situação de pouca luz, como a noite ao ar livre, torna-se mais difícil realizar estas mudanças no diafragma, pois conforme o número f é diminuído, menor o tempo de exposição, porém há um limite sutil onde o registro pode ocorrer de maneira errônea, devido a falha na Lei de Reciprocidade Fotográfica, onde, numa situação de pouca luz, conforme há alteração no diafragma, a alteração correspondente necessária que seria feita no obturador pode não ser suficiente, devendo ser corrigida para mais ou para menos, dependendo do suporte utilizado (sensores digitais CCD ou CMOS, ou ainda os filmes fotográficos e sua incrível gama de opções.
A escolha da profundidade é uma das opções mais importantes quando se define a abertura e o tempo durante o qual que se expõe uma fotografia.
Por exemplo, para fotografar uma pessoa e isolá-la do fundo, usa-se a menor profundidade de campo possível através de um número f menor. Pelo contrário, ao fotografar uma paisagem grandiosa e querer que tudo o que se vê fique nítido, desde os objetos mais próximos até o infinito, deve se usar a maior profundidade de campo possível através do número f maior.
Macrofotografia com pouca profundidade de campo
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