segunda-feira, 8 de julho de 2013

50 Dicas Profissionais para você montar sua própria Produtora de vídeo

50 Dicas Profissionais para você montar sua própria Produtora de vídeo

1. Estude as técnicas de venda e marketing de seus concorrentes, e faça uma comparação com as técnicas que você utiliza. Incorpore às suas técnicas tudo aquilo que você julgar eficiente. Procure estudar as técnicas de marketing de empresas de sucesso e tente adaptá-las à sua realidade.

2. Custa cinco vezes mais caro conquistar um cliente novo do que manter um cliente existente. Mantenha contato regular com os clientes já conquistados. Mande alguma correspondência regular ou cartão em datas comemorativas. Mesmo os clientes não tão freqüentes devem ser contatados, pois sempre serão uma fonte de referência, podendo indicar novos trabalhos. Sua lista de seus clientes é o bem mais valioso de seu negócio.

3. Quando você vender serviços de produção, tente vender também algum serviço adicional como animação gráfica, autoração, duplicação, etc., mesmo que você não os execute. Busque um parceiro.

4. Invista em marketing tanto quanto você investe em equipamentos. Não adianta estar super equipado e ter uma boa estrutura, mas o cliente não saber que você existe. Procure fazer um bom planejamento de divulgação e seja persistente, pois é dessa forma que você fixa o nome da sua empresa.

5. Possuir bons equipamentos não garante que você terá um bom produto final. Invista em profissionais criativos e competentes. Preste atenção nas aptidões das pessoas que trabalham com você, e procure incentivá-las a se aprimorarem.

6. Frequentemente você vai encontrar clientes que não podem ou não querem pagar o preço justo do seu trabalho. Valorize seus serviços. Explique ao seu cliente porque seu preço é um pouco maior que o do concorrente. Mostre que seu equipamento e seus profissionais são melhores. Deixe seu cliente perceber que você se preocupa muito com qualidade. Se possível apresente amostras de seus trabalhos e indique outros clientes como referência.

7. Ao tratar de preço de serviços com uma empresa, não perca tempo discutindo valores com quem não tem poder de decisão. Para fechar um negócio você deve estar seguro de estar tratando com a pessoa que decide e pode fechar o negócio. Caso contrario seu esforço pode ser em vão.

8. Um dos erros mais comuns cometidos pelos profissionais de negócio e vendas é que estes falam demais sobre si mesmos e seus negócios. O foco de todo esforço de marketing e vendas deve ser com base no que o cliente deseja. Em reuniões de vendas, faça perguntas que conduzam sobre desafios de seu negócio e ouça cuidadosamente às respostas. Fazer as perguntas certas dará todas as munições que você precisará para elaborar uma proposta vencedora.

9. Procure sempre aprimorar suas habilidades de vendas, pois ser um grande produtor não é o suficiente. O mesmo vale para qualquer negócio. Vendas e marketing às vezes são mais importantes que o produto.

10. Uma característica comum em pessoas de vendas que fazem sucesso é a habilidade de pensar com os pés no chão e entender as necessidades dos clientes. Lembre-se que em geral o cliente não entende nada de produção de vídeo.

11. Um bom trabalho de mala direta, bem direcionado, é fundamental em qualquer ação de marketing. O conteúdo da mala direta deve ser objetivo e bem detalhado, passando todas as informações importantes a respeito de sua empresa, serviços, qualidades e experiência.

12. Produza um bom material com seu “Portfolio” . Reúna amostras dos trabalhos que você já produziu e monte uma apresentação variada de dinâmica. Mostre para seu futuro cliente que você é versátil.

13. Ajude seu cliente a planejar o roteiro do vídeo antes de produzi-lo. Em geral os clientes não estão acostumados à linguagem audiovisual. Fazer sugestões positivas que eventualmente facilitem e diminuam o custo da produção, aumentarão a confiança do cliente.

14. Não despreze clientes “sem fins lucrativos”. Muitos deles fazem grande uso de vídeo. Essas empresas também costumam ser uma boa fonte de referência para novos clientes.

15. Procure fazer contato com entidades que reúnam grupos de empresas, como Câmara de Comércio, Associações e Sindicatos. Essas entidades podem facilitar seu acesso a clientes potenciais.

16. Ao marcar uma reunião em uma empresa, procure chegar cedo e descobrir um pouco mais do que ela faz. Isso irá ajudar nas sugestões que você fará e também na preparação do orçamento.

17. Procurar contato com emissoras de TV locais pode resultar em boas parcerias e oportunidades de negócios. Tente participar da produção de algum programa, mesmo que seja uma participação pequena, isso facilita o entrosamento com os profissionais de TV e traz alguma experiência diferente.

18. Sempre carregue 30 cartões de visita com você. Mantenha outros 30 em sua maleta e outros 30 em seu carro. Entregue-os de dois em dois. Um para a pessoa que recebeu guardar, outro para esta distribuir.

19. Faça cursos de nível profissional. Aprimore seus conhecimentos em áreas correlatas à sua.

20. Trabalhe com freelancers que possuam maior conhecimento que você. Mesmo que você trabalhe sozinho, contrate freelancers para fazer parte de seu trabalho. Com a contratação de roteiristas, operadores de câmera e editores que possuam um conhecimento mais aprimorado, seus vídeos terão melhor qualidade e você aprenderá novos truques.

21. Invista em um bom apresentador (a) para os vídeos institucionais. Lembre ao seu cliente que a imagem do apresentador estará diretamente ligada a imagem da empresa e dos produtos.

22. Assista muitos comerciais de TV, vídeos empresariais e de marketing. Preste atenção nos estilos de trabalho e nas técnicas utilizadas. Tente adaptar ao seu trabalho tudo aquilo que você julgar importante. Adaptar estilos e técnicas de outros faz parte da tradição ao se fazer filmes. Procure ter senso crítico e reconhecer a qualidade do trabalho dos outros.

23. Não assuma que a apólice de seguros da sua casa ou escritório cubra qualquer equipamento de vídeo utilizado para serviços. Mesmo que seu corretor diga que você está coberto, provavelmente, não está. Se não estiver escrito e detalhado no contrato, não está coberto pelo seguro.

24. Existe um momento em que todo negócio necessita de um empréstimo. Fique atento às oportunidades de crédito. Busque informações sobre financiamentos e linhas de crédito a pequenos empresários. Sempre surgem bons negócios.

25. Fazer um bom orçamento exige habilidade e controle total sobre os preços de cada item. Um orçamento bem elaborado e bem detalhado é muito importante, além de facilitar a compreensão do cliente. Ao montar um orçamento tente negociar bem os custos dos serviços terceirizados, e procure obter prazos de pagamento iguais aos que você oferece ao seu cliente.

26. Prestação de serviços também significa vender tempo. Você deve saber o custo/hora de cada etapa (gravação/produção/edição) do trabalho, pois isso pode significar lucro ou prejuízo. O conhecimento e o controle do custo/hora também é importante na hora da elaboração de um orçamento, trabalhe com alguma margem de segurança, pois os imprevistos fazem parte do trabalho de produção de vídeo.

27. Sempre faça um contrato de prestação de serviço, discriminando todos os detalhes da produção e a forma de pagamento combinada. Isso irá evitar dores de cabeça futuras. Não encha o contrato de cláusulas, faça algo simples e objetivo.

28. Numa produção de vídeo empresarial ou institucional, o roteiro talvez seja a parte mais importante, porque é nele que toda a produção/locução/edição vai se basear. Mostre ao seu cliente a importância de um bom roteiro e como isso pode facilitar o trabalho posterior e até baratear a produção. Invista num roteirista competente e com experiência.

29. Seja cauteloso nos investimentos em estoque de fitas, e mídias virgens. Manter esse tipo de material em estoque pode significar um lucro maior no final de cada trabalho.

30. Se você presta serviços de edição e cobra por trabalho ao invés de cobrar por hora, está perdendo dinheiro. Faça com que o cliente acompanhe o trabalho de edição, dessa forma você diminui os riscos de erros e o cliente valoriza seu trabalho.

31. Ao definir seu preço/hora, não pense só no custo dos equipamentos, pois os conhecimentos e as habilidades criativas do profissional também devem ser calculados. Um profissional competente trabalha melhor e mais rápido do que um profissional medíocre; e nenhum equipamento trabalha por si só.

32. Ao apresentar um orçamento ofereça a mesma produção em mais de um formato, SVHS, DV e Betacam, por exemplo, explicando ao cliente as diferenças entre cada um. Procure oferecer opções extras como DVD, Vídeo-CD, CD-Rom, ou outros serviços, mesmo que você saiba que o cliente não irá precisar agora, mas isso mostra seu potencial técnico e sua preocupação em adequar preços e soluções.

33. Uma das chaves para se tornar um produtor de sucesso é desenvolver relações fortes com freelancers de talento que possuam equipamento próprio e excedam nas áreas em que sua empresa não é forte. Isto permite que você ofereça a seus clientes uma ampla variedade de serviços, preços e qualidade.

34. Se o seu cliente está contratando uma agência de publicidade para desenvolver o roteiro do vídeo que você irá produzir, participe e colabore o máximo possível da elaboração do texto, para evitar que os “gênios” da publicidade não criem um vídeo dificílimo de executar.

35. Às vezes é mais lucrativo fazer vários trabalhos de baixo orçamento do que um trabalho de alto custo. Principalmente em épocas de crise, o volume de trabalho é mais importante.

36. É importante compartilhar o sucesso com sua equipe, afinal eles são parte integrante do trabalho. Também devemos compartilhar os problemas, para que eles percebam as dificuldades que envolvem os negócios.

37. Quando possível, ofereça oportunidade para estagiários ou recém formados, pois eles são mão de obra de baixo custo e podem se desenvolver junto com sua empresa. É saudável adicionar sangue novo e idéias novas aos negócios.

38. Numa produção empresarial, grave mais imagens do que o necessário, muito mais, se possível, e mantenha em seu arquivo. Você poderá oferecê-las posteriormente ao seu cliente, ou até produzir uma segunda versão mais longa do mesmo trabalho, sem custo extra.

39. Nunca fale mal do trabalho do seu concorrente, seu cliente pode pensar que você está com inveja. Diga que o trabalho do concorrente é bom, mas que você e sua equipe podem oferecer algo melhor.

40. Se você trabalha em casa, procure deixar seu escritório em um ambiente isolado das outras dependências, e não deixe que os problemas domésticos interfiram no seu ambiente de trabalho. Durante seu expediente de trabalho você deve se concentrar apenas no trabalho.

41. Se o seu estúdio de edição está montado em sua casa, tome cuidado com as instalações elétricas, pois em geral as instalações elétricas residenciais não são dimensionadas para esse tipo de uso. Consulte um eletricista e dimensione corretamente as instalações. Isso irá poupar gastos desnecessários com manutenção e também irá garantir maior durabilidade dos equipamentos.

42. Tenha recibo de todos os gastos diretos e indiretos da produção. Isso facilita o controle de custos e dará maior subsídio para a elaboração de futuros orçamentos.

43. Mantenha um registro detalhado de todos os clientes atendidos, especificando o tipo de trabalho realizado, datas, profissionais evolvidos, custos, tempo gasto em cada etapa, etc. Esses registros serão úteis no futuro, e servirão de referência para outros orçamentos.

44. Sempre que possível tenha um equipamento reserva, principalmente câmera, iluminação e microfone. Quem tem um, não tem nenhum.

45. Equipamentos de vídeo depreciam rapidamente. Ao calcular seus custos você deve levar isso em consideração.

46. Procure ter um bom relacionamento com seus concorrentes e colegas de trabalho. Ajude-os quando for possível. O universo de profissionais de vídeo é pequeno e a amizade é fundamental. Tenha em mente que uma mão lava a outra.

47. A melhor propaganda é aquela feita por um cliente satisfeito. Tenha isso sempre em mente.

48. Tente fazer mais do que foi combinado. Surpreenda seu cliente positivamente. Não veja isso como gasto e sim como investimento.

49. Construir um negócio de sucesso leva tempo, esforço e investimento. Não caia na estória de “fique rico rápido”. Sua persistência e o desejo de aprender pode superar qualquer vantagem.

50. Tenha sempre atitudes positivas com seus clientes e parceiros. Encare as dificuldades com tranqüilidade e confiança. Mostre competência e profissionalismo, mas tome cuidado para não parecer arrogante ou “dono da verdade

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A criação do videotape


A criação do videotape em 1956 pela Ampex foi um divisor de águas na história da televisão, mudando procedimentos e abrindo possibilidades para novas criações. A tecnologia usada nos primeiros modelos pode estar mais que ultrapassada, mas os saudosistas não se esquecem da lida com grandes rolos de fitas e sempre tentam repassar para os mais jovens como eram nada práticos aqueles tempos e como a evolução da tecnologia tornou tudo mais fácil.


Cinegrafista

Cinegrafista:
Depende da sensibilidade deste profissional o resultado de um bom trabalho jornalístico; assim ele deve captar nas imagens não apenas as ações, mas as emoções, os detalhes que vão fazer a diferença. Para se ter uma idéia da importância do cinegrafista para as reportagens basta dizer que o telespectador vê os acontecimentos distantes de si através dos olhos do cinegrafista.
Geralmente quando assistimos a um bom documentário ou reportagem não foi somente o texto do repórter que deu o brilho ao resultado, mas também a competência do cinegrafista para captar a essência desse casamento entre texto e imagem.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

TV Digital exige produção mais perfeccionista

Nos estúdios - TV Digital exige produção mais perfeccionista

A televisão brasileira está dando o seu maior salto desde a introdução da cor, há 35 anos. Desde 2 de dezembro de 2007, a Grande São Paulo já recebe os sinais do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T). Imagens mais nítidas e som estéreo são as diferenças imediatas que os telespectadores vão perceber. Mas isso é só o começo.

Com a TV digital, é possível ver TV no celular, acompanhar a novela no carro, receber informações adicionais sobre os programas e interagir com eles. A TV digital também proporciona aos brasileiros uma experiência inédita: a televisão em alta definição, ou HDTV.
Nem só de câmeras superpoderosas e equipamento avançado se faz a TV digital. A nova tecnologia está recém chegando e um batalhão de profissionais já sente o efeito da nova era do maior veículo de mídia do Brasil.
A ordem é se adaptar aos desafios que vêm com a inovação: uma produção muito mais perfeccionista, detalhista e exigente. Com a transmissão digital, o sinal chega ao aparelho de TV exatamente como saiu da emissora, sem perda de qualidade. Aliado às gravações em alta definição, com resolução seis vezes maior do que a da TV analógica, um prego que segura o cenário, uma sujeira no tapete ou uma bainha enjambrada com fita crepe saltam aos olhos do telespectador. E também ruguinhas e imperfeições das estrelas de TV.
— Os detalhes ficam seis vezes mais perceptíveis, exigindo soluções específicas em setores como iluminação, cenografia, figurino e maquiagem — explica Celso Araújo, engenheiro responsável pelo desenvolvimento e aplicação de alta definição da TV Globo.
Novelas em alta definição
A novela "Duas Caras" foi a escolhida pela Rede Globo para ser o primeiro programa da emissora totalmente gravado em alta definição. Para enfrentar o desafio de captar imagens com maior nitidez de cores e detalhes visuais que antes passavam batidos, os profissionais receberam treinamento intensivo. A novela "Dance Dance Dance", da Band, é outra totalmente captada em alta definição.
E, se não bastasse a busca por perfeição máxima a cada centímetro imposta pela qualidade da imagem, o formato, que muda do 4:3 (mais quadrado) para o 16:9 (padrão no cinema, mais horizontal), amplia o campo de visão do espectador e a área enquadrada pela câmera - dando ainda mais trabalho às equipes de produção.
Conforme Araújo, da Globo, a maquiagem é uma das áreas mais afetadas pelas mudanças, já que o modelo tradicional se torna exagerado, deixando evidentes as tentativas de correção de imperfeições na pele. Até um fio de cabelo fora de lugar ou um buço mal depilado ganham caráter de superfalha aos televisivos - o que implica um aumento na demora da produção de atores e cenários para as gravações.
Na ocasião do lançamento de Duas Caras, a atriz Renata Sorrah, no elenco da trama, declarou estar apavorada com esse aumento na fidelidade das imagens, e chegou a brincar que iria gravar usando burca. Para Jayme Monjardim, diretor de novelas como O Clone (2001), América (2005) e Páginas da Vida (2006), a preocupação é injustificada.
— Se a tecnologia evidencia imperfeições, cabe a nós trabalharmos com perfeição. Estamos preparados para isso, e estamos trabalhando dessa forma há três anos — afirma.
América foi a primeira novela da Globo a ter parte das cenas gravadas em alta definição, prova de que as emissoras iniciaram pesquisas e adequações necessárias às novas tecnologias há tempos. Mesmo assim, comenta-se nos bastidores que a necessidade é de reaprender a fazer TV, para os mais alarmistas, do zero. Talvez seja um sinal de que a TV brasileira, que evoluiu a partir do rádio, tenha cada vez mais a aprender com o cinema.


domingo, 21 de abril de 2013

Blu-ray X TV digital

No mundo das altas definições as vezes pode ficar muito confuso decidir o que comprar, o que vale a pena, qual funciona com qual e, principalmente, qual tem a melhor imagem. E nesse emaranhado de TVs e players para os mais diversos usos, soma-se a entrada de novas tecnologias no que diz respeito à transmissão de sinais de televisão e surge uma das principais dúvidas de hoje: a qualidade do Blu-Ray e da TV Digital é a mesma?

A pergunta é direta, mas a resposta, não. Portanto, antes de compararmos as duas tecnologias, primeiro é necessário saber do que estamos falando. Você sabe o que é TV Digital? Sabe o que é Blu-Ray? Se tem algo que qualquer consumidor precisa para fazer uma compra consciente é saber exatamente o que está comparando. Então vamos lá.

TV Digital
Trata-se de uma nova tecnologia de transmissão de sinal de televisão que pretende substituir a que temos hoje, a analógica. E não estamos falando da TV a cabo, e sim da TV aberta, aquela que você recebe o sinal através de antenas simples e vez ou outra já pegou alguém usando Bom Bril para melhorar o sinal que, dependendo de onde a TV se encontra, recebe muito chiado e interferência.

A TV Digital promete acabar com isso. Não haverá chiado, interferência ou “fantasmas” e, além disso, oferecerá áudio e vídeo em qualidade muito superior (e em widescreen), aumento da oferta de programas de TV e ainda serviços e aplicações até então inexistentes na TV aberta. Maior interatividade também faz parte do pacote de benefícios. Para ter uma ideia comparativa, a TV Digital fornecerá imagem e serviços basicamente da mesma forma que TVs por assinatura via satélite.
Apesar de todo este avanço, a TV digital continuará emitindo o sinal gratuitamente.

Blu-Ray
O nome significa “Raio azul” em inglês (o “e” do “blue” teve que ser retirado por questões legais), que é referência à cor do laser utilizado para ler os discos que, diferente do laser vermelho usado para ler DVDs, possui um diâmetro menor, conseguindo assim gravar mais dados, ou seja, num Blu-Ray cabe muito mais tempo de filme – em formato padrão – ou dados do que num DVD.
O carro-chefe do Blu-Ray, no entanto, é a qualidade de áudio e principalmente a de vídeo, com alta-definição de 1080p, ou seja, muito superior à do DVD.

Atenção ao fato de que a maior capacidade de armazenamento do Blu-Ray se torna obsoleta em questão de “tempo de filme” quando o filme ali gravado é em alta definição. Esses tipos de filme ocupam muito mais espaço em uma mídia, portanto não há como querer alta definição e mais tempo de filme - comparado ao DVD – simultaneamente.

Embolando os fios
Agora que já sabemos separadamente sobre cada tecnologia, vamos encarar as condições de funcionamento das mesmas. Em ambos os casos temos uma possível alta definição sendo transmitida, portanto precisamos de algo a altura para receber essa transmissão e exibi-la também em alta definição. Estamos falando do televisor.

Não adianta colocar o Schumacher num Fusca, ele só conseguirá tirar o máximo do fusca, mas não o máximo de si. Portanto precisamos de uma TV que consiga exibir tudo o que o Blu-Ray ou o sinal de TV Digital possa oferecer.
Especialistas afirmam que para extrair o máximo de qualidade de imagens transmitidas em alta definição, os televisores denominados Full HD são os indicados (A maioria dos novos modelos de TV hoje no mercado já são Full HD).
Além do aparelho televisor, é também necessário, no caso da TV Digital, um conversor para receber o sinal digital. Muitos aparelhos televisores já vêm com esse conversor integrado, portanto, atenção na hora da compra.

Blu-Ray x TV Digital
Agora é a hora da verdade. Temos um televisor Full HD, com conversor de TV Digital e um Blu-Ray player já conectado. Vamos ligar e assistir. Que tal? A qualidade é a mesma?
Sim e não. O Blu-Ray sempre vai transmitir imagens em alta definição, mas a TV Digital, não. Neste caso tudo dependerá da emissora, que nem sempre estará exibindo as programações em alta definição. O mesmo acontece se você colocar um DVD comum dentro de um leitor de Blu-Ray: a imagem vai ser exibida, mas não em alta definição. Resumindo: Tudo depende da fonte.
Assim também é com a TV por assinatura, que geralmente possui qualidade melhor que a TV aberta, mas que somente alguns canais, por enquanto, estão transmitindo em alta definição.
Além disso, não se trata somente da transmissão, e sim do próprio equipamento que os estúdios usam para captar as imagens. Não adianta (usando um exemplo exagerado) rodar um filme em Super-8 e transmiti-lo em sinal digital. A qualidade será ainda ruim.
No entanto, muitos especialistas profetizam que com o tempo todas as emissoras acabarão por produzir e transmitir somente em alta definição.

Desembolando os fios
O Blu-Ray chegou para aos poucos substituir o DVD. Já a TV Digital chegou para fazer o mesmo com a TV de sinal analógico. É a evolução da tecnologia, assim como aconteceu com as fitas K7, os VHS e os discos de vinil.
Não há como comparar definitivamente o Blu-Ray com a TV Digital, uma vez que diversos fatores externos são ainda responsáveis pela real qualidade de áudio e vídeo. Contudo, algo é fato: A qualidade do Blu-Ray é superior à do DVD e a qualidade da TV Digital é superior à da analógica, e da mesma forma que aderimos ao DVD e a TV analógica, sem comparar, o Blu-Ray e a TV digital chegaram para substituí-los e, consequentemente, aumentar a qualidade tanto dos filmes quanto da TV aberta.

sábado, 13 de abril de 2013

MPEG2 TS


MPEG-2 é um padrão de codificação para vídeo digital e áudio associado. O padrão descreve uma combinação de compressão para vídeo e áudio que permitem armazenar e transmitir filmes usando a largura de banda e capacidade de armazenamento atualmente disponíveis.

[editar]
Informações técnicas

O formato DVD-Video requer que a informação vídeo seja comprimida no formato MPEG-2. Este formato de compressão é usado para reduzir o total de informação armazenado dos elementos vídeo para um nível manejável. Essa compressão pode ser comparada ao JPEG da foto, ou ao MP3 do áudio, ou seja, apesar de o arquivo original receber uma compressão bastante elevada, a perda de qualidade pode passar despercebida aos olhos de um leigo. A qualidade de vídeo "Broadcast" ou "CCIR 601" requer aproximadamente 21 Mbytes por segundo de espaço de armazenamento, o que significaria que um disco DVD-5 (4,37Gbytes) poderia guardar apenas 3,7 minutos de vídeo sem compressão.
O vídeo comprimido em MPEG-2 tem uma resolução de 720x480 pixels por frame e uma cadência de 30 frames por segundo nos países com o formato de transmissão NTSC, ou uma resolução de 720x576 pixels por frame e uma cadência de 25 frames por segundo nos países com o formato de transmissão PAL. Os Arquivos MPEG-2 podem ser criados usando o processo de codificação CBR(Constant Bit Rate) ou VBR(Variable Bit Rate). Se é usado o processo de codificação Constant Bit Rate é necessário um bit rate de aproximadamente 6 Mbits por segundo para permitir que o vídeo comprimido seja tão bom como a fonte original CCIR-601. Se for usado o processo de Variable Bit Rate, pode ser usado um bit rate médio de 4 Mbits por segundo para que o vídeo comprimido gerado se pareça tão bom como a fonte original.
O vídeo CCIR-601 em componentes passa por uma série de pré filtros e por equipamento de análise espacial e temporal para gerar um sinal de vídeo digital de alta qualidade em componentes. O sinal digital é depois convertido do formato RGB em componentes para o formato Y/Cr/Br em componentes. Cada frame do vídeo digital é comprimido usando-se o algoritmo DCT (Discreet Cosine Transformation), que remove a informação redundante(Compressão Intraframe). De seguida cada frame é comparado com os frames anteriores e posteriores para eliminar a informação redundante entre os frames(compressão Interframe). Finalmente a informação de vídeo comprimido é formatada para cumprir com o standard do formato MPEG-2.
Um bit stream MPEG-2, é composto por uma sequencia de fatias, imagens e grupos de imagens( Group Of Images – GOP). Uma imagem MPEG-2 correspondem à resolução total de um frame, com duas fatias que correspondem a cada campo de um frame entrelaçado. Existem três tipos de frame codificados em MPEG-2. Um Frame I contém toda a informação requerida para reconstituir o frame original. As imagens subsequentes dentro do GOP(grupo de imagens) serão frames P ou B. Os frames P e B são frames “predictive”(que prediz), o que significa que eles só guardam as mudanças do frame anterior para o posterior. Um GOP é uma sequência de frames comprimidos que começa com uma imagem que é uma frame I. O formato DVD-Vídeo requer que um stream de vídeo digital comprimido em MPEG-2 não pode incluir mais do que 18 imagens em cada GOP. O numero de imagens em cada GOP é também chamado de tamanho do GOP(ou GOP size). O formato DVD-Vídeo também requer que a informação vídeo em MPEG-2 seja multiplexada com o áudio, subimagens, Imagens paradas e informação de controlo associadas.
Quando é usada uma codificação em VBR(Variable Bit Rate), o atual número de bits dedicados ao processo de codificação MPEG varia dependendo do conteúdo do stream de vídeo. Se o conteúdo da cena for uma pessoa falando com um fundo relativamente estático, poucos bits serão usados para descrever corretamente a cena. Se o conteúdo de vídeo for uma cena com muita ação e movimento, ou uma cena com muitos e pequenos detalhes, é necessário uma maior quantidade de informação para prevenir a introdução de artefatos digitais no arquivo de vídeo digital comprimido.
As técnicas de compressão de vídeo digital sujeitas a perdas (Lossy), como o MPEG-1 e MPEG-2, podem criar artefactos digitais durante o processo de compressão. Os artefactos digitais podem ser distorção da cor, degradação da cor, degradação do movimento, aumento do ruido, duplicação de frames, escadeado, geração de blocos(ou mosaico), etc. O artefacto digital mais comum gerado pelo vídeo comprimido em MPEG é o efeito de blocking ou mosaico. Este efeito é a presença de blocos padrão de 8x8 pixels no stream de vídeo comprimido que não fazem parte do vídeo original. O blocking é causado pelo uso do algoritmo DCT(Discreet Cosine Transformation), o qual opera em blocos de 8x8 pixels. Os artefatos de vídeo digital podem ser eliminados recorrendo-se a um variado conjunto de técnicas. A maioria deles podem ser eliminados aumentando-se o bit rate(quantidade de informação) médio usado na compressão dos conteúdos. A filtragem do stream de vídeo para eliminar o ruído de alta frequência é também uma técnica comum para reduzir os artefactos. Os artefactos podem ocorrer num único frame que pode ser retocado nos pixels que estiverem destorcidos, no entanto este processo é muito trabalhoso e demorado.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Color Bars

                                                 
                                                                       COLOR BARS 
COLOR BARS - ou CB, padrão de barras coloridas, de formato internacional, que serve para projetar circuitos eletrônicos de vídeo, para regular amplificadores de vídeo e para recalibrar monitores, câmeras etc. As barras coloridas, em preto e branco, dão uma reprodução tonal dos cinzas em escala crescente, começando pelo cinza mais claro, da cor amarela, passando pelas cores cian, verde, magenta, vermelha e azul (a mais escura), ladeadas por uma barra branca a 75% na extrema esquerda e uma barra preta na extrema direita.